A bola ainda não rolou para a abertura oficial, mas nos bastidores financeiros de Zurique, o jogo já está ganho. A Copa do Mundo de 2026, sediada na América do Norte (EUA, Canadá e México), está posicionada para ser não apenas o maior evento esportivo da história em termos de escala, mas um marco econômico sem precedentes.
Pela primeira vez, o torneio contará com 48 seleções e 104 partidas, uma expansão que transforma o calendário esportivo em uma máquina de gerar receitas.
De acordo com os relatórios financeiros mais recentes da FIFA para o ciclo 2023-2026, a entidade projeta uma receita recorde que deve ultrapassar a barreira dos US$11 bilhões (estimativas variam entre US$10,9 bi e US$13 bi para o ciclo completo). Somente no ano de 2026, o faturamento deve chegar a US$8,9 bilhões.
Para entender de onde vem tanto dinheiro, precisamos olhar para os pilares dessa “engenharia de lucro”:
| Fonte de Receita | Estimativa (2026) | Por que subiu? |
| Direitos de Transmissão | ~ US$ 4,3 bilhões | Mais jogos (104 vs 64) e fuso horário premium para o mercado americano. |
| Ingressos e Hospitalidade | ~ US$ 3,1 bilhões | Estádios da NFL (gigantes) e alto poder aquisitivo na América do Norte. |
| Marketing e Patrocínios | ~ US$ 2,8 bilhões | Novos parceiros globais e exploração intensiva de redes sociais. |
| Licenciamento e Outros | ~ US$ 0,7 bilhão | Venda de produtos e direitos de marca em escala global. |
Para medir a magnitude de 2026, é preciso olhar para o retrovisor. A FIFA tem conseguido elevar seu patamar financeiro a cada quatro anos, independentemente do cenário econômico global.
1) Copa da África do Sul (2010): A receita total foi de US$4,1 bilhões. Foi o primeiro grande salto na venda de direitos de TV.
2) Copa do Brasil (2014): O faturamento subiu para US$4,8 bilhões. O mercado brasileiro e a hospitalidade foram pontos fortes.
3) Copa da Rússia (2018): Um novo recorde de US$5,3 bilhões. Mesmo com tensões políticas, os patrocínios chineses salvaram o balanço.
4) Copa do Catar (2022): A FIFA saltou para US$7,5 bilhões no ciclo. A infraestrutura compacta e o investimento estatal massivo impulsionaram os ganhos diretos da entidade.
Diferente do que muitos pensam, a FIFA não constrói estádios. Essa conta fica com os países-sede. O modelo de negócio da FIFA é focado em Propriedade Intelectual e Eventos. Veja como funciona:
Como uma organização sem fins lucrativos, a FIFA afirma que reinveste a maior parte desse valor (cerca de US$11 bilhões) no desenvolvimento do futebol global através de suas 211 associações membro. No entanto, o custo operacional da Copa 2026 também será o maior já visto: cerca de US$3,8 bilhões para gerir a logística monumental de três países continentais.
A Copa de 2026 não é apenas um torneio; é a consolidação do futebol como o produto de entretenimento mais valioso do planeta, transformando paixão em dígitos que desafiam a lógica econômica comum.
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Por Lucas de Sá Pereira, contador https://contadorlucaspereira.shop/, e colunista do Jornal Contábil e criador do instagram @contadorlucaspereira