Os trabalhadores com carteira assinada (CLT) já podem voltar a planejar o futuro. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) restabeleceu, na quarta-feira, dia 4, o funcionamento do seu simulador de aposentadoria.
A ferramenta era o último serviço pendente após uma ampla manutenção tecnológica realizada pelo Ministério da Previdência Social e pela Dataprev.
A interrupção temporária ocorreu para a conclusão da migração dos dados de um antigo computador de grande porte (mainframe) para uma plataforma digital moderna.
Segundo o Governo Federal, a mudança garante maior segurança contra ataques cibernéticos, estabilidade nas consultas e velocidade no processamento de informações.
Leia também:
A grande vantagem do retorno do simulador é a capacidade de processamento. A ferramenta realiza sete tipos de cálculos simultâneos, comparando as diferentes regras vigentes da Previdência Social.
O objetivo é apontar com precisão quanto tempo falta para o segurado atingir a idade mínima ou completar o número de contribuições exigidas em cada modalidade.
Além disso, o sistema traz uma funcionalidade estratégica: para aqueles que estão a até cinco anos da aposentadoria, o simulador já apresenta uma estimativa do valor do benefício.
Essa previsão permite ao trabalhador avaliar se vale a pena solicitar a aposentadoria imediatamente ou aguardar para atingir uma regra mais vantajosa financeiramente.
Para acessar o serviço, o trabalhador deve entrar no portal ou aplicativo Meu INSS, fazer o login com a conta Gov.br e buscar pela opção “Simular Aposentadoria”.
O sistema utiliza automaticamente as informações cadastradas no banco de dados do governo, mas permite que o usuário adicione vínculos empregatícios que não constem no histórico. Vale lembrar que o resultado é uma estimativa e não garante o direito automático ao benefício.
A Dataprev alerta que a reativação ocorre de forma gradual para evitar sobrecargas. Caso o usuário encontre lentidão, a recomendação é tentar o acesso fora do horário comercial.
Para quem ingressou no mercado após a Reforma da Previdência (2019), as exigências para se aposentar são de 62 anos de idade e 15 de contribuição para mulheres, e 65 anos de idade e 20 de contribuição para homens.
Para os segurados mais antigos, as regras de transição para 2026 incluem: