Muita gente não sabe, mas ainda pode ter cotas do PIS/Pasep disponíveis para saque.
Desde 2019 que os trabalhadores podem retirar o valor, porém, a Caixa informou que muitos ainda não resgataram o dinheiro. A grana está disponível para o trabalhador que exerceu alguma função com carteira assinada entre os anos de 1971 e 1988. Lembrando que os servidores que trabalharam nesta mesma época também têm direito às cotas.
Muitos dos trabalhadores que ainda não sacaram o dinheiro, estão aposentados e não sabem que têm direito ao saque. Outros já faleceram, mas seus herdeiros podem sacar o dinheiro.
O processo de consulta é gratuito, digital e o saldo médio por beneficiário é estimado em R$ 2,8 mil, segundo dados do governo federal.
O prazo para a solicitação é definitivo: os interessados têm até setembro de 2028 para realizar o saque. Após essa data, os montantes não reclamados serão transferidos definitivamente para o Tesouro Nacional. O prazo para recebimento depende da data de solicitação, conforme cronograma definido pelo governo.
O governo adotou um sistema de fluxo contínuo, mas escalonado. Quem solicitou o resgate até o fim de fevereiro já começou a receber. Para novos pedidos, o cronograma de depósito varia conforme a data da solicitação.
O PIS é um programa criado para a integração do empregado do setor privado com o desenvolvimento da empresa. Já o Pasep, é um programa com o qual União, Estados e Municípios contribuem com o fundo destinado aos empregados do setor público. O pagamento do PIS é de responsabilidade da Caixa Econômica Federal, ao passo que o Pasep é pago pelo Banco do Brasil.
Os valores que compõem o PIS/Pasep são arrecadados em fundos próprios do programa, para o fundo de amparo ao trabalhador. Os valores voltam para o trabalhador no formato do benefício do PIS Pasep de acordo com os meses trabalhados.
Para receber o benefício, o trabalhador deverá ter trabalhado no mínimo 30 dias com carteira assinada por empresa no ano-base.
Leia também:
Os valores depositados referentes ao Programa de Integração Social, distribuído pelas empresas aos empregados cadastrados no programa entre 1971 até 04/10/1988 estão disponíveis para saque.
Todos os participantes cadastrados no Fundo PIS/Pasep que possuam saldo de cotas podem realizar o saque integral dos valores. Na hipótese de morte do titular, o saldo da conta será disponibilizado aos seus dependentes ou sucessores previstos na lei civil.
O grande problema da falta de informação é que depois de cinco anos sem o levantamento desses valores o dinheiro será considerado “abandonado” e passará a ser de propriedade da União.
A verificação do saldo leva poucos minutos e pode ser feita de duas formas principais:
Para acessar o sistema, é obrigatório possuir uma conta gov.br com nível de segurança Prata ou Ouro. Também é necessário ter em mãos o Número de Identificação Social (NIS), que pode ser consultado na Carteira de Trabalho, no extrato do FGTS ou pelo portal Meu INSS.